Grupos de Leitura
1. “Verdade e objeto na direção da cura” – Norberto Ferreyra
Semanal, quartas-feiras, às 16h30.
Presencial.
Esse seminário foi proferido em 1993 pelo psicanalista Norberto Ferreyra, fundador da Escola Freudiana da Argentina e da Fundação do Campo Lacaniano.
“Verdade e Objeto na Direção da Cura” permanece atual por ressituar, mesmo em tempos marcados por excesso de respostas prontas e de objetos de consumo, a dimensão da falta e do semi-dizer como centrais na experiência de análise.
Assim entre a verdade que não se diz toda e o objeto que sempre escapa, o discurso da psicanálise encontra sua direção: não na promessa de completude, mas no campo que o sujeito com seu objeto precisa atravessar.
A partir das articulações que desenvolve em seu livro, convoca-nos a sustentar a ética da psicanálise: o desejo que em relação à estrutura é falta.
“Essa substituição da verdade pelo objeto ocorre toda vez que o analisante, ao falar, vai se aproximando de certa verdade, a qual está garantida como tal – não por sua condição de verdadeira, mas pelo lugar da verdade – à medida que se aproxima de algo excluído do saber que está em jogo. E esse excluído pode ser dito de muitas maneira, cada uma delas sendo um desenvolvimento particular: o sexo, a sexualidade, a dissimetria da relação sexual”. (Cap. 2, p. 27)
Sejam bem-vindos aos nossos encontros de leitura!
Coordenação: Edméa Roque e Isabel Considera
2. “Intervenção sobre a transferência” – 1951, Jacques Lacan
Semanal, quartas-feiras, às 18h.
Presencial.
Lacan inicia este escrito dizendo que a experiência psicanalítica se desenrola inteiramente a propósito do sujeito, na preservação de uma dimensão irredutível a qualquer psicologia objetivada das propriedades do indivíduo. Numa psicanálise o sujeito constitui-se por um discurso diante da simples presença do analista, que introduz, segundo as leis da gravitação, a verdade que lhe é própria para traduzi-la numa experiência dialética.
A partir do caso Dora, Lacan define a transferência em termos de pura dialética, numa operação do analista que a interpreta, nos pontos de desenvolvimentos da verdade situados pelas inversões dialéticas.
Para Lacan, Freud vai até a matriz imaginária em que vieram desaguar as situações que Dora desenvolveu em sua vida. E nos situa o quanto isso ilustra a teoria freudiana por surgirem dos automatismos de repetição. Este caso de Freud é privilegiado na demonstração de que, em se tratando de uma histérica, a tela do eu é muito transparente pelo baixo limiar entre o consciente e o inconsciente ou entre o discurso analítico e a palavra do sintoma.
Venham trabalhar neste grupo de leitura com os Escritos, de Lacan.
Esperamos vocês para este novo ano de 2026.
Coordenação: Antonia Magalhães, Iaci Pádua e Isabel Considera.
3. “O mal-estar na civilização” – 1929, Sigmund Freud
Semanal, sextas-feiras, às 10h.
Presencial.
Essa é uma das obras fundamentais de Freud para podermos situar o inconsciente, descoberto por ele, em relação ao campo da ética. O mal-estar na civilização pontua o lugar do mal-estar na estrutura do sujeito, e com isso podemos circunscrever, pelos avanços discursivos de Lacan no fio cortante da verdade de Freud, o lugar do trauma para os seres falantes no que diz respeito ao real do sexo.
Esperamos os interessados no trabalho de leitura e discussão dessa obra freudiana tão importante e atual.
Coordenação: Cássia Fontes, Gracinda Peccini e Marilu Guerreiro.
4. “A lógica da castração e a função paterna”
O Seminário, “As formações do inconsciente”, Livro 5, Jacques Lacan, os capítulos da parte intitulada “A lógica da castração”.
Semanal, sextas-feiras, às 11h30.
Presencial.
Vamos trabalhar este ano em torno da articulação da lógica da castração e a função que nela tem o pai, que introduz a castração pela função paterna. A função da castração está articulada à função paterna. Enquanto função, a castração é fundamentalmente simbólica e seu conceito concerne à entrada do sujeito na linguagem.
Incondicionalmente necessária à estruturação do sujeito, a articulação da castração implica a posição do sujeito frente à falta e, consequentemente, à renúncia a um gozo irrestrito, ao tornar-se sujeito desejante.
Freud e Lacan nos deram as bases dessa articulação ao enlaçar o Complexo de Édipo ao Complexo de Castração e as vias de sua atualização na análise em termos de estrutura.
Aguardamos os interessados para a leitura e articulação de questões cruciais para a clínica psicanalítica.
Coordenação: Cássia Fontes, Gracinda Peccini e Marilu Guerreiro.
